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Notícias - Ecoturismo

30/03/2015

Cavernas de Campinhos abrigam formas esculpidas há milhares de anos

Cavernas de Campinhos abrigam formas esculpidas há milhares de anos
Parque Estadual de Campinhos. Foto divulgação MTur.

Imaginação e uma lanterna são os principais itens para quem visita o Parque Estadual de Campinhos, em Tunas do Paraná, a 70 quilômetros de Curitiba. A primeira unidade de conservação criada para proteger o patrimônio espeleológico do Paraná, em 1960, abriga em suas cavernas muitas maravilhas esculpidas há milhares de anos pela natureza.

O uso de lanternas e de capacetes é obrigatório para as visitas guiadas pelos funcionários do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Os equipamentos são fornecidos no momento da partida do Centro de Visitantes para o conjunto de cavernas. De acordo com a gerente do parque, Eloíse Regina Medeiros, antes é preciso assistir a um vídeo de sete minutos sobre as unidades de conservação paranaenses e receber orientações gerais para o passeio.

O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ricardo Soavinski, visitou Campinhos nesta terça-feira (24) e elogiou o trabalho dos técnicos. “O parque está muito bem cuidado. Além de preservar o patrimônio ambiental, mais especificamente o espeleogógico, o parque tem um potencial turístico muito interessante para os municípios da região”, disse.

O secretário destacou que é única mudança necessária é efetivar um trabalho maior de integração da unidade de conservação no contexto socioeconômico das comunidades locais. “O parque precisa ser visto como fonte de desenvolvimento”, destacou Soavinski.

PARA CONFERIR – Campinhos foi a primeira unidade de conservação criada, em 1960, para proteger o patrimônio espeleológico (cavernas) do Estado. Atualmente, o local recebe cerca de 1.200 visitantes por mês, a maioria grupos de estudantes que procuram no local para aulas práticas.

Do Centro de Visitantes até a entrada da Gruta dos Jesuítas, principal atração do parque, são 500 metros de caminhada em meio a uma exuberante floresta. A gruta é a quinta maior caverna do Paraná em extensão. São 1.400 metros, parte acompanhada pelo fluxo de um rio que corre dentro da gruta.

Os primeiros metros de caminhada no interior da caverna são feitos sem auxílio da lanterna, mas aos poucos a luz vai desaparecendo até a escuridão tomar conta do ambiente. Então, com a ajuda da lanterna os visitantes começam a observar as formas esculpidas pela água ao longo de milhares de anos.

Com uma boa dose de imaginação, além das tradicionais estalactites e estalagmites, é possível ver nas formações minerais imagens como macaco, jacaré, bolo cofeitado, sorvete e outras apresentadas aos visitantes pelos guias. “O trabalho da natureza tomou formas inusitadas. Basta o visitante olhar com atenção”, disse Eloíse.

Quando a estalactite, que se forma de cima para baixo, se junta com uma estalagmite, que se forma de baixo para cima dentro da caverna, se forma uma coluna. Em Campinhos está a maior coluna de uma caverna do Paraná, com 9 metros de altura.

O parque também possui uma trilha de 900 metros que passa por uma Floresta com Araucárias, onde é possível observar diversas espécies nativas, como o Pinheiro-do-Paraná, a Imbuia e a Erva-mate. As visitas ao podem se agendadas previamente pelo telefone (41) 3659-1428.

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