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Notícias - Saúde

02/04/2015

Balão intragástrico no tratamento da obesidade

O Brasil vem avançando nos últimos anos na indicação do balão intragástrico para a prevenção e tratamento da obesidade, devido ao diferencial de não requerer procedimento cirúrgico e ser reversível. Porém, muitas dúvidas ainda permeiam o publico leigo sobre as indicações e diferentes composições de produtos disponíveis.

O tratamento consiste na inserção de um balão no estomago por via endoscópica, com a finalidade de preencher espaço e gerar sensação de saciedade (estomago cheio) e, consequentemente, induzir a menor ingestão de alimentos.

Com tempo determinado para permanecer no estomago, o tratamento com o balão intragástrico necessita ser inserido em um programa multidisciplinar para a reeducação de hábitos, em que o individuo não se limite a comer apenas pela incapacidade física gerada pelo dispositivo, mas pelo aprendizado de como comer corretamente, na quantidade certa, bem como inserir uma rotina de atividades físicas que equilibre a perda de calorias com a menor ingestão calórica.

Desta forma, o tratamento com o balão se baseia em um importante recurso mecânico para motivar e impulsionar o individuo a mudar seus hábitos com mais facilidade e, a partir de então, assumir estes novos hábitos como rotina, a ponto de não mais depender do balão para comer menos.

No mundo, a técnica surgiu há mais de trinta anos, após a observação de pacientes com tricotilomania e tricofagia (compulsão por arrancar e comer os próprios cabelos) e que apresentavam grande perda de peso, fato reconhecido posteriormente por conta do bolo capilar formado no estômago.

No Brasil, o procedimento chegou há mais de 15 anos e vem evoluindo com o surgimento de diferentes tipos de balão, como o de ar, o de líquido, e também com diferentes períodos de permanência no estomago.

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